Foram igualmente discutidos temas da atualidade relacionados com a educação permanente e de adultos, nomeadamente o recente lançamento dos Centros Qualifica e a política pública de educação de adultos em vigor. Neste âmbito, foi referido por diversos associados o recente lançamento e as regras de funcionamento dos Centros Qualifica, sem que, contudo, tenham sido acompanhados de um programa global e abrangente dirigido à educação de adultos, baseado num consenso alargado e numa política pública de continuidade. Por esta razão, diversos associados referiram o âmbito restrito das ofertas propostas pelos referidos Centros, orientados unicamente para a melhoria das qualificações e da empregabilidade da população portuguesa em idade ativa.
Defendeu-se que uma política pública neste campo deve suportar-se numa visão holística das pessoas e da educação, atenta aos desafios e aspirações com os quais os adultos se confrontam. Deve, ainda, ter como finalidade, a constituição de uma sociedade mais informada, conhecedora e solidária, criativa, participativa e cooperante. Por isso, a inclusão, nessa política, de projetos e atividades de educação não formal que promovam não só a aquisição de competências básicas, mas igualmente visem a alfabetização e a literacia, a cidadania, a expressão e fruição cultural foram enfatizados.
Foi também fortemente destacado o papel que as organizações da sociedade civil e solidária podem desempenhar numa nova política pública.
Sublinhou-se, ainda, na linha das intervenções havidas da parte da manhã na Comissão Diretiva, a necessidade de a APCEP desenvolver atividades que permitissem desenhar uma estratégia de lobbying junto de instituições e atores políticos que permita alargar o entendimento de educação de adultos e fomentar a educação permanente no quadro da política pública, bem como dos projetos e iniciativas levadas a cabo por entidades diversas, sobretudo as da sociedade civil e solidária.