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Políticas de Educação de Adultos para o Desenvolvimento no Portugal Democrático
 
A 6 de Janeiro de 2017 realiza-se mais uma conferência, inserida no ciclo de conferências que decorrem até 3 de Fevereiro, no âmbito da unidade curricular de Seminário Temático I dos Mestrados em Educação e Lazer e do Mestrado em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, da Escola Superior de Educação de Coimbra.
 
Manuel Lucas Estêvão e Lucília Salgado serão os conferencistas, na iniciativa de 6 de Janeiro, subordinada ao tema Políticas de Educação de Adultos para o Desenvolvimento no Portugal Democrático.

No quadro das Ciências da Educação, desde Piaget que se entende o indivíduo aprendente como determinante no seu próprio processo de aprendizagem, aplicando-se este princípio tanto a crianças como a adultos.

Por esta razão, os processos de escolarização não só colocam em situação de insucesso muitas crianças originárias de meios de baixas situações escolares como se revelam inadequadas para a aprendizagem dos adultos. Sabemos hoje que as políticas que sujeitam estes destinatários a processos de escolarização são ineficazes uma vez que os adultos ou i) não aderem, ou ii) desistem ou iii) não conseguem aprender. Ao contrário do que se pode perceber em contextos onde atividades de educação informal ou não formal vêm demonstrar a riqueza e o interesse dos processos de aprendizagem dos adultos de baixas qualificações escolares.

A dificuldade de compreensão destas diferenças tem-se verificado nas políticas públicas nestes últimos 40 anos, ou por ignorância dos decisores ou por decisão de atrasar os processos de mobilidade social a que a Educação de Adultos adequada conduz.

Após um período restrito, em 1974 e início de 1975, em que a alfabetização de adultos foi entendida como a necessidade de “educar um povo deixado ignorante pelo governo anterior” menosprezando os seus saberes e competências, Alberto Melo, Diretor Geral da Educação Permanente, propõe, pela primeira vez, uma política de reconhecimento, de financiamento e de ter como parceiros as associações e grupos populares que então se organizaram para responder, como desejavam, às suas necessidades, incluindo as de ordem educativa.

Em 1979, uma lei aprovada na Assembleia da República, determina a realização do Plano Nacional de Alfabetização e Educação de Base dos Adultos (PNAEBA) que, coordenado por Manuel Lucas Estêvão, alarga e aprofunda as políticas iniciadas e procura responder, a vários níveis, às diversas necessidades e potencialidades dos adultos.

Para além das realizações nos dois anos seguinte à sua elaboração, as propostas deste Plano foram sendo pervertidas, menosprezadas, abandonadas e, substituídas por processos de escolarização com muito baixos níveis de sucesso.

Em 1998 Ana Benavente propõe a criação de um grupo para conceber uma estratégia de Educação de Adultos para Portugal, dando início às políticas que se seguiram de Reconhecimento, Valorização e Certificação de Competências de Adultos, retomando a linha abandonada no princípio dos anos 80.
 
 
 



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